100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 04. Paulo Carramenha

Paulo_carramenha

Business Consultant and Professor.

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English: 

Business Consultant and Professor, worked as CEO and Managing Director for leading global Market Research companies, having great experience in this sector in Brazil and Latin America, as well as working for different client-side companies such as the newspaper O Estado de São Paulo, Dow Chemical and Bunge Group.

Currently also occupies the position of Cultural Director of ASBPM – Brazilian Association of Market Research, Opinion and Media Professionals.

He is graduated in Business Management specializing in Marketing, with a degree from the Catholic University of  São Paulo, with several extension courses in the areas of business management, product and brand management, and market research.

He is a Post-grade Professor at ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, University of São Paulo and Fundação Getulio Vargas, teaching about Consumer’s behavior & trends, Segmentation and Branding.

Has presented and published many papers and articles in Brazil and abroad, especially on subjects related to brand management, packaging and consumer’s behavior.

He is the co-author of the books “Product Management”, published in 2003 and Theory and practice of applied research, published in 2012.

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What is your impression about a brand called Brazil?

Whenever I think of Brazil as a brand, especially as exposure to the “foreigner”, the thought that stays strongly for me is the CONTRAST of our country and the insistent hope that we are the future’s country. Often I believe that this future has already arrived, and many others, it seems to me that it will never arrive…

Brazil is a country of constant and intense contrasts! And that is very damaging to a “brand”, as it brings insecurity to your target audience. As we know, the brands must show consistency and regularity in their path, which Brazil has not accomplished yet.

Fortunately, our country has evolved a lot and, as a brand, we have been increasingly recognized and respected in the international scene, however, the CONTRASTS are still very present and striking, affecting directly in our image:

– At the same time we are the 6th largest economy in the world, we still have illiterate citizens, starving people, we have the 39th per capita income in the world and one of the highest rates of violence across the globe.

– While we have one of the most advanced system of interconnected banks in the world, almost 40% of the economically active population of the country is not banked, which means, do not have access to these services.

– While we have Embraer, one of the largest and most modern aircraft manufacturers in the world, our airports are old, inefficient and insecure.

– Although we have 53 car factories in the country, among the 5 highest incidences in the world, our public transport is chaotic and drastically affects the day-to-day lives of citizens, especially in big cities.

– While we are a self-sufficient country and will soon be the sixth largest oil producer in the world, plus a leader in alternative energy, almost 40% of our households still do not have access to basic sanitation (clean water, sewage and garbage collection).

Anyway, I could stay here listing dozens of examples to demonstrate the CONTRASTS about Brazil that, undoubtedly, affect the image of this so strong brand, but so fickle, both internally and externally.

Attached I send a recent photo that illustrates well what I mean with CONTRAST. It is a residential condominium in Morumbi, with apartments of over 500m2, with individual swimming pools, an internal club, a lot of security and that has as wall neighbor a community (favela), where the hygiene, safety and life conditions are absolutely poor and contrast starkly with the condo next door.

poor_morumbi

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– português

Sobre Paulo Carramenha:

Consultor de Negócios e Professor, trabalhou como CEO e Diretor administrativo para as principais empresas globais de pesquisas de mercado, tendo grande experiência neste setor no Brasil e na América Latina, assim como trabalhando para diferentes empresas que atuam próximas ao cliente, como o jornal O Estado de São Paulo, Dow Chemical e o Grupo Bunge.

Atualmente também ocupa o cargo de Diretor Cultural da ASBPM – Associação Brasileira de Pesquisa de Mercado, Opinião e Profissionais da Mídia.

Ele é graduado em Administração de Empresas com especialização em Marketing, com um grau pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com diversos cursos de extensão nas áreas de gestão de negócios, produtos e gestão de marcas, e pesquisa de mercado.

Ele é professor de pós-graduação da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, Universidade de São Paulo e Fundação Getúlio Vargas, lecionando o sobre o comportamento e tendências do consumidor, Segmentação e Branding.

Tem apresentado e publicado muitos trabalhos e artigos no Brasil e no exterior, especialmente em temas relacionados à gestão de marca, embalagem e comportamento do consumidor.

Ele é o co-autor dos livros “Gerenciamento de Produtos”, publicado em 2003 e “Teoria e prática da pesquisa aplicada”, publicado em 2012.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Sempre que penso no Brasil como uma marca, especialmente como exposição para o “estrangeiro”, o que mais me fica presente é o CONTRASTE do nosso país e a insistente esperança de que somos o país do futuro. Muitas vezes acredito que esse futuro já chegou e, outras tantas, me parece que nunca vai chegar…

O Brasil é um país de contrastes constantes e intensos!  E isso é muito prejudicial para uma “marca”, pois traz insegurança para o seu público-alvo. Como sabemos, as marcas devem mostrar consistência e regularidade na sua trajetória, o que o Brasil ainda não conseguiu.

Felizmente, nosso país tem evoluído muito e, como marca, temos sido cada vez mais reconhecidos e respeitados no contexto internacional, porém, os CONTRASTES ainda são muito presentes e marcantes, afetando de forma direta na nossa imagem:

– Ao mesmo tempo que somos a 6ª. maior economia do mundo, ainda temos cidadãos analfabetos, pessoas passando fome, temos a 39ª. renda per capta do mundo e um dos maiores índices de violência em todo o planeta.

– Ao mesmo tempo em que temos um dos sistemas interligados de bancos mais avançados do mundo, quase 40% da população economicamente ativa do país não é bancarizada, ou seja, não tem acesso a esses serviços.

– Ao mesmo tempo em que temos a Embraer, um dos maiores e mais modernos fabricantes de aeronaves do mundo, nossos aeroportos são antigos, precários  e ineficientes.

– Apesar de termos 53 fábricas de automóveis no país, entre as 5 maiores incidências do mundo, nosso transporte público é caótico e afeta drasticamente o dia-a-dia dos cidadãos, especialmente nas grandes cidades.

– Ao mesmo tempo que somos um país auto-suficiente e em breve seremos o sexto maior produtor de petróleo do mundo, além de um dos líderes em energia alternativa, quase 40% dos nossos domicílios ainda não tem acesso a saneamento básico (água tratada, esgoto e coleta de lixo).

Enfim, eu poderia fiar aqui listando dezenas de exemplos para demonstrar os CONTRASTES do Brasil que, sem dúvida, afetam a imagem dessa marca tão forte, mas tão inconstante, tanto interna quanto externamente.

Envio uma foto recente que ilustra bem o que eu quero dizer com CONTRASTE. Trata-se de um condomínio residencial no Morumbi, com apartamentos de mais de 500m2, com piscinas individuais, um clube interno, muita segurança e que tem como vizinho de muro uma comunidade (favela), onde as condições de higiene, segurança e de vida são absolutamente precárias e contrastam totalmente com a do condomínio ao lado.

poor_morumbi

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This entry was posted on April 17, 2013 by in Brazilians.

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