100 Degrees of Brazil

100 days project

Day 06. Berenice Ring

0500091

Branding consultant and professor.

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English: 

Berenice Ring is the coordinator of  “Branding: Building and Brand Management” course at PEC-FGV, one of the most prestigious universities in the country.

She also teaches MBA courses at the same institution.

She teaches the course “Trends and Megatrends: an overview illustrated in today’s world.” at  Casa do Saber.

She has 25 years of experience in communications agencies and she specializes in the topics of  “Megatrends” and “Branding”, with workshops in Europe and USA.

Gives lectures to CEOs and companies and has written articles on Megatrends and Branding.

Participated in the book “8 Mandates for Social Media Marketing Success”  by Kent Huffman – “Top 100 Marketing Professors on Twitter” and appears in the 14th place on the list of in the Social Media Marketing Magazine.

She is the director of Brand consulting at Fox Branding.

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What is your impression about a brand called Brazil?

“I have followed closely the contest to choose the logo that would represent the Marca Brasil (Brand Brazil), attended by 39 offices and design agencies. On the day that the finalists would be selected, I was at my friend Hugo Kovadloff’s house, designer and creative director of the GAD Design, as he waited anxiously for the outcome. Máquina Estúdio was the chosen logo, from Kiko Farkas, my brother-in-law.

At the time of Brand Brazil’s project, developed in a partnership between Embratur and ADG we, professionals, were excited; the briefing had been built from the research in 18 markets that led indicators on perceptions that existed about Brazil. And so was born the philosophy of Marca Brasil.

Marca Brasil’s  Philosophy:

• Joy;

• Sinuosity / curve (the nature, the character of the people);

• Luminosity / brightness / exuberance;

• Hybrid / clash of cultures / races;

• Modern / competent

(Surely, Daniela, you know all this and more. But as I am a teacher…. lol)

The Brand Brazil would be used to promote tourism, products and services of Brazil abroad. In February 2005, the symbol was presented to entrepreneurs in Fiesp (Federation of Industries of São Paulo) and according to Luiz Fernando Furlan, Minister of Development, Industry and External Trade, of at time, “the brand would add value to Brazilian products, besides helping in exports”. Fiesp’s President, Paulo Skaf, approved the idea and added:” The country is not built only by discussing interest rates, currency rates and competitiveness, but adding value, and the brand will represent it to Brazil”, he said.

We know that words allow all, the drawings are beautiful and colorful, the strategies are impressive and projects allow you to dream big. However, a brand is a promise that needs to be delivered. Not only delivered to your audience, but it needs to be constantly cared, since it’s alive. When not cared for, dies.

It is true that we have a perception in the world of joy, represented by Carnival, Samba, by our mulatas, our beaches, Rio de Janeiro, thong bikinis and our football players. We even have well recognized brands outside the country, such as the Havaianas sandal, Embraer, Natura, H. Stern and several other brands.

In Japan, in 2007, the Minister of Agriculture and an army officer committed suicide during a corruption investigation. Probably, this fact is consistent with the perception that we have about that country’s brand. This collective feeling and perception were created through associations that we do with information we receive about the Japanese people: their honesty, willingness to work and extreme seriousness. Corruption is unacceptable to Japanese values.

Here, I see some actions of the country overthrow the perceptions of Brand Brazil every day. I arrived last week from Paris and boarded at a reformed Charles de Gaulle airport, very modern. In São Paulo, I landed in our old and unprepared airport and faced a queue for 1h30 at immigration area, with a crowd confined in minimum space, because the airport is unable to receive the number of international flights it receives.

We have the World Cup and the Olympics ahead. How can we receive these events?

A country that is filled with corrupts in a government that has 39 ministries where, for the businessman Jorge Gerdau, half a dozen would be enough; a country where a prejudiced, mischievous, directs the Commission of Human Rights and a criminal directs the Justice Comission; a country that has soft laws and still can’t apply them because criminals, well-behaved, have their sentences considerably reduced and return to society to commit crimes again; a country that is not complying with the goals of conserving biodiversity that has assumed in an international agreement; it’s only possible to transmit perceptions that it isn’t honest, it is dangerous, is corrupt, is not at the same level of its competitors in the BRIC group.

I still see foreigners coming to Brazil with an impression that the future is here. But just come and spend a few days in contact with reality, hearing about aggressions and rapes for 6 hours at foreign students in Rio de Janeiro that your perception will be similar to this approach I describe above. Unfortunately”.

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– português

Sobre Berenice Ring:

Berenice Ring é coordenadora do Curso de “Branding: Construção e Gestão de Marcas.” do PEC-FGV, uma das mais conceituadas universidades do país.  É também professora de cursos de MBA na mesma instituição.

É professora de curso “Tendências e Megatendências: um panorama ilustrado do mundo atual” na Casa do Saber.

Possui 25 anos de experiência em agências de comunicação e especializou-se nos temas ”Megatendências” e ”Branding”, com workshops na Europa e EUA.

Ministra palestras para forums de CEOs e empresas e é autora de artigos sobre os temas citados.

Participou do livro “8 Mandates for Social Media Marketing Success”, de Kent Huffman e aparece em 14º lugar na lista dos “Top 100 Marketing Professors on Twitter”, da Social Media Marketing Magazine.

É diretora da consultoria de Branding Fox Branding.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

“Acompanhei de perto o concurso para a escolha do logotipo que representaria a Marca Brasil, em que participaram 39 escritórios e agências de design. No dia da decisão entre os finalistas estava na casa do meu amigo Hugo Kovadloff, designer e diretor de criação do GAD Design, enquanto ele aguardava ansiosamente pelo resultado. O logotipo escolhido foi o da Máquina Estúdio, de Kiko Farkas, meu cunhado.

Na época do projeto Marca Brasil, desenvolvido numa parceria entre Embratur e ADG, nós, profissionais da área, ficamos entusiasmados; o briefing havia sido construído à partir de pesquisas em 18 mercados que geraram indicadores sobre percepções que se tinha a respeito do Brasil. E nasceu, então, a filosofia da Marca Brasil.

Filosofia da Marca Brasil
• Alegria;
• Sinuosidade/curva (da natureza, do caráter do povo);
• Luminosidade/brilho/exuberância;
• Híbrido / encontro de culturas/raças;
• Moderno/competente

(Com certeza, Daniela, você sabe tudo isso e muito mais. Mas como sou professora…. rsrsrs)

A Marca Brasil seria utilizada para promover o turismo, produtos e serviços do Brasil no exterior. Em Fevereiro de 2005, o símbolo foi apresentado a empresários na Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e segundo Luiz Fernando Furlan, Ministro do Desenvolvimento , Indústria e Comércio Exterior da época, “a marca iria agregar valor aos produtos brasileiros, além de ajudar nas exportações”. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aprovou a idéia e adicionou: “O país não se constrói só discutindo juros, câmbio e competitividade. Se constrói agregando valor e a marca vai representar isso para o Brasil”, disse.

Nós sabemos que as palavras tudo permitem, os desenhos são lindos e coloridos, as estratégias são impressionantes e os projetos possibilitam que se sonhe alto.
Porém, uma marca é uma promessa que precisa ser entregue. Não apenas entregue a seu público, mas precisa ser constantemente cuidada, já que é viva. Quando não cuidada, morre.

É verdade que temos uma percepção no mundo de alegria, representada pelo Carnaval, pelo Samba, pelas nossas mulatas, nossas praias, o Rio de Janeiro, os biquinis fio dental e nossos jogadores de futebol. Temos até marcas muito bem percebidas lá fora, como as sandália Havaianas, a Embraer, a Natura, a H.Stern e várias outras marcas brasileiras.

No Japão, em 2007, o Ministro da Agricultura e um oficial do Exército suicidaram-se durante uma investigação de corrupção. Provavelmente, este fato condiz com a percepção que temos da marca daquele pais. Esta percepção e sentimento coletivo foram criados através de associações que fazemos com informações que recebemos a respeito do povo japonês: de sua honestidade, disposição para trabalhar e extrema seriedade. Corrupção é inadmissível para os valores japoneses.

Aqui, vejo as ações do país derrubarem as percepções da Marca Brasil dia após dia. Cheguei a semana passada de Paris e embarquei num aeroporto Charles de Gaulle reformado, moderníssimo. Em São Paulo, desembarquei em nosso aeroporto antigo e despreparado e enfrentei fila de 1h30 na imigração, com uma multidão confinada num espaço mínimo, porque o aeroporto não tem condições de receber o número de vôos internacionais que recebe.

Temos a Copa do Mundo e as Olimpíadas pela frente. Como poderemos receber estes eventos?

Um país que está repleto de corruptos num governo que possui 39 ministérios onde, para o empresário Jorge Gerdau, bastariam meia dúzia;
um país onde um preconceituoso maldoso dirige a comissão de Direitos Humanos e um criminoso dirige a de Justiça;
um país que possui leis brandas e ainda assim não consegue aplicá-las porque criminosos, se bem-comportados, tem sua pena consideravelmente reduzida e voltam à sociedade para praticar crimes novamente;
um país está que está descumprindo as metas de preservação da biodiversidade que assumiu em acordo internacional; só pode transmitir percepções de que não é sério, é perigoso, é corrupto, não está a altura de seus concorrentes no grupo dos BRIC.

Ainda vejo estrangeiros chegando ao Brasil com uma impressão de que aqui está o futuro. Mas é só chegar e passar alguns dias em contato com a realidade, ouvir sobre agressões e estupros durante 6 horas a estudantes estrangeiros no Rio de Janeiro que sua percepção se aproxima desta que descrevo acima. Infelizmente.”

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This entry was posted on April 18, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , , .

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