100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 12. Hugo Kovadloff

São Paulo, 16 de Novembro de 2009 Hugo Kovadlof Fotos Cleiby Trevisan

Designer and Branding Consultant.

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English: 

Designer and Branding Consultant. He has a degree in Design from the University Mackenzie.

Studied in Buenos Aires, Sao Paulo and London.

Developed corporate identity programs for some of the nation’s largest companies including Itaú Bank, BMC Bank, Real Bank, Embratel, Seagram and Claro. For the last one, he received the Silver Lion award at Cannes International Festival in 2009.

He was director of SAO, design division of DPZ from 1979 to 1990, of Flag, the company Young & Rubicam, associated with Landor and Consulting Gad’Branding 2001-2011.

He is a Visiting Professor at FGV | PEC Construction Branding and Brand Management from Fundação Getúlio Vargas in São Paulo since 2010.

Author of book Roteiro de uma Vida no Design (Editora Rosari 2008 – publishing house)

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What is your impression about a brand called Brazil?

IS IT POSSIBLE A BRAZIL BRAND TODAY?

We know that in the globalized world cities and countries compete to attract tourists, investments and consumers.

But many of them fail to attract because their brands are not as strong as they could be. Meanwhile, others are being benefited in a positive way for having a strong brand and great appeal.

I read some texts by Wally Olins and Luis Borges Gouveia, on this topic. They provided me with very relevant information about Place Branding and what are the issues that truly impact the construction of the brands of countries and cities.

In recent decades we have seen several examples of places that worked positively the question of branding and today are among the top destinations worldwide. Among the cities we can mention Bilbao, Barcelona, Melbourne and between countries Australia, Chile and Peru recently.

What the experts say is that if these brands are powerful is because they knew how to combine their characteristics and history to marketing strategies to become preferred destinations for the public, but mainly for its citizens.

According to Borges, place branding consists in is a promise by which a city or territory wishes to be known. From this, the marketing tries to value one or more functional or emotional characteristics to which people are sensitive. So, a positive image of a particular place is built, using all relevant strategies, especially the design.

In the process of branding and brand building, the first step is to define the attributes that should be valued. Therefore, a careful analysis of the site is made, taking into account its history, attractions, its potential, economics, tourism and even those who govern as well as concepts such as quality of life and environmental concerns.

The goal is to create and deliver unique and consistent experiences to different audiences, making this place a desired place.

To apply the place branding, you must put the collective interests above individual.

Does anyone imagine that such a project can succeed without an effective and continuous exercise of citizenship of its inhabitants? Borges asks.

Moreover, it is necessary to have a long-term commitment to the project. This is because the planning is done by governments, often with the participation of business leaders, but its implementation depends on the support and participation of successors.

With all this, I believe that Brazil is not prepared to work its “country brand”. We are not prepared as a nation and as citizens. We are under construction and far short of having the basic requirements needed to develop the country’s place branding.

There is a long and laborious way to go so we can build a brand that delivers what it promises by providing positive and memorable experiences for its citizens and visitors.

This moment will come if future governments plan with honesty, the long-term interests and without the enjoyment of power.

Hugo Kovadloff

Branding and Design Consultant

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– português

Sobre Hugo Kovadloff:

Designer e Consultor de Branding. Formado em Design pela Universidade Mackenzie.

Estudou em Buenos Aires, São Paulo e Londres.

Desenvolveu programas de identidade corporativa para algumas das maiores empresas do país incluindo o Banco Itaú, Banco BMC, Banco Real, Embratel, Seagram e Claro. Este último premiado com um Leão de Prata no festival internacional de Cannes em 2009.

Foi diretor da SAO, divisão de design da DPZ de 1979 a 1990, da Flag, empresa da Young & Rubicam, associada à Landor e da Consultoria Gad’Branding de 2001 a 2011.

É professor convidado do FGV | PEC Branding Construção e Gestão de Marcas da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo desde 2010.

Autor do livro Roteiro de uma Vida no Design (Editora Rosari 2008).

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

É POSSÍVEL HOJE UMA MARCA BRASIL?

Sabemos que no mundo globalizado as cidades e países competem entre si para atrair turistas, investimentos e consumidores.

Porém, muitas delas não conseguem atrair porque suas marcas não são tão fortes quanto poderiam ser.  Enquanto isso, outras estão se beneficiando de forma positiva por terem uma marca forte e com grande apelo.

Lí alguns textos do Wally Olins e Luis Borges Gouveia, sobre este tema. Êles me forneceram informações muito relevantess a respeito de Place Branding e quais são as questões que verdadeiramente impactam na construção das marcas de países ou marcas de cidades.

Nas últimas décadas vimos vários exemplos de lugares que trabalharam positivamente a questão do branding e hoje se situam entre os principais destinos mundiais. Entre as cidades podemos citar Bilbao, Barcelona, Melbourne e entre os países Austrália, Chile e recentemente Perú.

O que os especialistas falam é que se estas marcas são poderosas é porque souberam aliar suas características e história a estratégias de marketing para se tornarem destinos preferenciais para diversos públicos mas principalmente para seus cidadãos.

Segundo Borges, um place branding consiste em uma promessa pela qual uma cidade ou território desejam ser conhecidos. A partir disso, o marketing trata de valorizar uma ou mais características funcionais ou emocionais às quais as pessoas são sensíveis. Então, é construída uma imagem positiva de determinado lugar, usando todas as estratégias pertinentes, especialmente o design.

No processo de branding ou construção de marcas,  o primeiro passo é definir os atributos que devem ser valorizados. Para tanto, se fazem análises criteriosas do local, levando em conta sua história, atrações, seu potencial, economia, turismo e até a atuação dos governantes além de conceitos como qualidade de vidae preocupações ambientais.

O obejtivo é criar e fornecer aos diversos públicos experiências únicas e consistentes , fazendo desse lugar um lugar desejado.

Para se aplicar o place branding, deve-se colocar os interesses coletivos acima dos individuais.

Alguém imagina que um projeto deste tipo tenha êxito sem que haja um efetivo e contínuo exercício de cidadania de seus habitantes? Pergunta Borges.

Além disso, é necessário ter um compromisso de longo prazo com o projeto. Isto porque o planejamento é feito pelos governantes, com a participação frequente de líderes empresariais, mas sua implantação depende do apoio e da participação dos sucessores.

Isto colocado, acredito que o Brasil, não está preparado para trabalhar a sua marca país. Não estamos preparados como nação e como cidadãos. Estamos em construção e muito aquém de ter os requisitos básicos necessários para desenvolver o place branding do país.

Há um longo e trabalhoso caminho a percorrer para que possamos construir uma marca que entrega o que promete proporcionando experiências positivas e memoráveis a seus cidadãos e visitantes.

Esse momento chegará se os futuros governantes planejarem com lisura, a longo prazo e sem interesses apenas no usufruto do poder.

Hugo Kovadloff

Consultor de Branding e Design

 

One comment on “DAY 12. Hugo Kovadloff

  1. Adriana Rodrigues
    May 2, 2013

    Puxa, que valiosa interpretação da realidade Brasileira…..”Esse momento chegará se os futuros governantes planejarem com lisura, a longo prazo e sem interesses apenas no usufruto do poder”……….será UTOPIA?? Fator educação…instrução…importantíssimo!

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This entry was posted on April 24, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , .

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