100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 15. Daylton Almeida

daylton_almeida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– english

About Daylton Almeida :

Daylton Almeida is the Director of Branding at DIA Communication in Sao Paulo. He graduated in Industrial Design at FAAP, and has a post graduation degree on Design by Senac and a MBA in Brand Management from Faculdades Integradas Rio Branco, with an international module at Brunel University West London. He composed the jury of the ABRE, POPAI, APAS and ABOUT Magazine. In his career he received the following awards: REBRAND, IDEA International Awards, ABRE Award of the Brazilian packaging, IDEA Awards Brasil, POPAI, Colunistas, among others. He writes articles, conducts research and lectures on design, branding and place branding. He is a member of the Association for Place Branding & Public Diplomacy.

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What is your impression about a brand called Brazil?

I start my story about the brand called Brazil with a sentence of the former president Fernando Henrique Cardoso: “Image is not created, is a reflection of what you do.” And from this, I wonder: what our country is doing to build a strong and positive image, generating competitive advantage against other nations?

Despite some signs of optimism for the coming mega sporting events, the country still has insufficient resources for basic investments in housing, sanitation, education, infrastructure and security, in addition to the problems associated with corruption in government. And the events, everyone knows, will pass. And what will be the image that will remain for the rest of the world?

A recent report by Época Magazine shows that our neighbors Chile, Peru and Colombia are in pole position in relation to Brazil regarding to economic policies: they have reduced bureaucracy to open businesses and are with strict measures to combat inflation and they are focused on opening the market to foreign trade. I will say a fact very relevant in relation to attracting investment and talents: on the Doing Business report (facility of doing business) of the Mundial Bank, Chile appears in the 37th position, while our beloved and idolized homeland is parked on 130th. What a disappointment!

Of the three mentioned above, Colombia is experiencing a unique development moment and seized this favorable situation to launch its country brand in mid-2012. It is a serious movement that involves various levels of government and society. While communicating its strengths to the international market, acts promptly to correct its weaknesses, which are very connected to the sphere of security, and minimize its stereotypes. The chosen slogan, that expresses its brand promise to the world, was: Colombia is the answer! It is an ongoing and long term work and we can follow it up with watchful eyes its success or failure. Part of the success, I predict, it will be to maintain this process of building a country-brand above political interests.

I conclude my impression with a blunt question: does Brazil, that we know today, has the governmental maturity to build a strong and credible brand on the world stage? Cause without government involvement, a magnificent and complex project, as Colombia does not stand. The government is the main organizer of an initiative in such level. And it is not for their own benefit, with the limited duration of the mandate, after all, the gains and legacies should be non-partisan.

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– português

Sobre Daylton Almeida :

Daylton Almeida é Diretor de Branding da DIA Comunicação em São Paulo. É formado em Desenho Industrial pela FAAP, com pós em Design pelo SENAC e MBA em Gestão de Marcas pelas Faculdades Integradas Rio Branco, com módulo internacional na Brunel University West London. Compôs o júri das premiações da ABRE, POPAI, APAS e Revista ABOUT. Na sua carreira recebeu os seguintes prêmios: REBRAND, IDEA International Awards, Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira, IDEA Awards Brasil, POPAI, Colunistas, entre outros. Escreve artigos, desenvolve pesquisas e palestra sobre design, branding e place branding. É membro da Association for Place Branding & Public Diplomac.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Começo o meu relato sobre a marca chamada Brasil com uma frase do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Imagem não se cria, é o reflexo do que se faz”. E a partir disso, questiono: o que o nosso país vem fazendo para construir uma imagem forte e positiva, gerando diferencial competitivo frente às outras nações?

Apesar de alguns sinais de otimismo em relação à vinda dos mega eventos esportivos, o país ainda conta com recursos insuficientes para investimentos básicos em habitação, saneamento, educação, segurança e infraestrutura, além dos problemas associados à corrupção no governo. E os eventos, todos sabem, vão passar. E qual será a imagem que ficará para o restante do mundo?

Uma recente reportagem da Revista Época mostra que os nossos vizinhos Chile, Peru e Colômbia estão na pole position em relação ao Brasil no que diz respeito a políticas econômicas: reduziram a burocracia para abrir empresas e estão com medidas rígidas para combater a inflação e com foco na abertura do mercado ao comércio exterior.

Citarei um dado bastante relevante em relação à atração de investimentos e talentos: no relatório Doing Business (facilidade de fazer negócios) do Banco Mundial, o Chile aparece na 37ª posição, enquanto a nossa pátria amada e idolatrada está estacionada na 130ª. Que decepção!
Dos três citados acima, a Colômbia vive um momento de desenvolvimento ímpar e aproveitou essa situação favorável para lançar sua marca-país em meados de 2012. É um movimento sério que envolve várias esferas do governo e da sociedade. Enquanto comunica seus pontos fortes para o mercado internacional, age tempestivamente para corrigir suas fragilidades, muito ligadas à esfera da segurança, e minimizar seus estereótipos. O slogan elegido e que expressa sua promessa de marca para o mundo foi: Colômbia é a resposta. É um trabalho contínuo e de longo prazo e poderemos acompanhar com olhos atentos o seu sucesso ou fracasso. Parte do sucesso, já adianto, será manter esse processo de construção de marca-país acima dos interesses políticos.

Termino minha impressão com uma pergunta contundente: será que o Brasil que conhecemos hoje tem maturidade governamental para construir uma marca forte e crível no cenário mundial? Pois sem o envolvimento do governo, um projeto grandioso e complexo como o da Colômbia não se sustenta. O governo é o principal articulador de uma iniciativa desse nível. E não em benefício próprio, com duração limitada ao mandato, afinal, os ganhos e legados devem ser apartidários.

 

One comment on “DAY 15. Daylton Almeida

  1. GP
    April 28, 2013

    Reblogged this on misentopop.

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