100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY. 19 Dr. Dan Formosa

Dan in Brazil

 

 

 

 

 

 

 

– english

About Dr. Dan Formosa:

As a designer Dan Formosa has developed products and services in a wide variety of categories. With his undergraduate degree in product design and a doctorate in ergonomics and biomechanics, he focuses on ways design can improve our lives. Doing this requires that we first understand people.

Using this approach he has found ways, simply through design, to increase fuel efficiency in automobiles, improve drug compliance and health, and make our day-to-day lives just a little easier.

 Starting his career Dan was a member of the team that design IBM’s first personal computer (a junior member, he’ll remind you). In 1980 he helped establish Smart Design, dedicated to exploring ways in which design can positively impact people’s lives.

He is the recipient of numerous design awards over the years. Dan’s work is included in the permanent collection of the Museum of Modern Art. In 2010, on behalf of Smart Design, he received the Smithsonian’s Cooper-Hewitt National Design Award. Also that year he helped establish the Masters in Branding program at the School of Visual Arts in New York City – the first program of its kind anywhere, dedicated to the rapidly changing roles of brands. In 2012 Dan received IxDA’s first annual Interaction Award. He also co-authored the bestselling book Baseball Field Guide, clearly explaining the complex rules of Major League Baseball.

In addition to consulting for companies globally, Dan frequently writes and lectures on various aspects of design, the future of design, and the human experience.

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What is your impression about a brand called Brazil?

Place: Beautiful

People: Crazy

Three events come to mind about Brazil that shape my impressions.

My first eventful encounter with the people of Brazil was being in a stadium with about 35,000 of them. It was a long time ago, sometime in the 1980s, and an exhibition soccer game at Giants Stadium in the Meadowlands (NJ). They were playing Argentina. One thing that impressed me that day was that the stadium, which held more than 70,000 people, could fill up with so many South Americans. Another was that half of them were wearing green and yellow, and waving Brazilian flags. And another – that 70,000+ people, Brazilians and Argentinians, could chant continuously for more than three hours the event took place. My thought afterwards – I need to go to Brazil.

That didn’t actually happen till many years later. In 2005 I had a chance to travel to Rio to participate in a conference on design. The venue was a hotel on the beach, at the corner of Copacabana and Ipanema beaches. It was December, summer in Brazil. The location was absolutely beautiful. But walking down the beach was even more interesting. The beach was filled with people who apparently were born with a soccer ball at their feet. Many were performing amazing kicks and volleys. I’d say it was showing off – but everyone seemed to be at the same skill level.

My Portuguese is non-existent. Nonetheless, I had surprisingly extensive conversations with many people on the beach who did not speak English. In many places in the world it would have been unlikely that the conversation would go very far. In Brazil, the lack of a common language seemed to be more of an insignificant nuisance. Names were figured out first. Then “where are you from.” Then we continued on to wherever the conversation went. At certain points, drawing in the sand helped. At other times finding a person walking by who knew at least some words in English and could assist. That was just day 1 on Brazil.

The rest of the week was equally as interesting. The conference was good – but the conference crowd was international. The Brazilians, in the conference and outside, stood far out as being fun, friendly and crazy. A stark contrast however, because Rio was also a dangerous place. I received cautions of theft whenever I pulled out my camera to take a photo. Even cautions to watch a $4 English-Portuguese dictionary I had bought and place next to me while sitting on a public bench near the beach.

The Brazilians I met took me to many places in and around Rio. That trip concluded with me being taken to a Saturday night samba event. An outdoor event, it started with about 50 drummers and ended into early hours with samba frenzy. I was pretty sure when I got back home that the entire trip was a dream.

The third encounter – I met Fred Gelli, head of Tátil design group two years ago, who showed me the work they did for the 2016 Olympics. Videos showing the enthusiasm of the people from Rio reflected their passion for both Rio and Brazil. The energy clearly came through in the videos. 2016 is going to get a great year.

For the “brand of Brazil” – asking that question about many other countries would conjure images of their past – history, architecture, geographic images, and the people. But to me, Brazil brings images of its people first. And I’ve never met a person from Brazil I didn’t like.

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– português

Sobre Dr. Dan Formosa:

Como designer Dan Formosa tem desenvolvido produtos e serviços em uma ampla variedade de categorias. Com seu diploma de graduação em design de produto e um doutorado em ergonomia e biomecânica, ele se concentra nas maneiras pelas quais o design pode melhorar nossas vidas. Fazer isso requer que, primeiro, nós entendamos as pessoas.

Usando essa abordagem ele encontrou maneiras, simplesmente através do design, para aumentar a eficiência do combustível em automóveis, melhorar a conformidade dos remédios e da saúde, e tornar o nosso dia-a-dia um pouco mais fácil.

No início de sua carreira Dan foi membro da equipe de design do primeiro computador pessoal da IBM (um Membro Júnior, ele vai lembrá-lo). Em 1980, ele ajudou a estabelecer o escritório da Smart Design, dedicado a explorar formas pelas quais o design pode impactar positivamente a vida das pessoas.

Ele recebe inúmeros prêmios de design ao longo dos anos. A obra de Dan está incluída na coleção permanente do Museu de Arte Moderna. Em 2010, em nome da Smart Design, ele recebeu o Prêmio Nacional de Design Cooper-Hewitt da Smithsonian. Também naquele ano, ele ajudou a estabelecer o programa de Mestrado em branding na School of Visual Arts em Nova York – o primeiro programa desse tipo no mundo, dedicado às rápidas transformações das marcas. Em 2012, Dan recebeu o primeiro prêmio anual Interaction do IxDA. Ele também é co-autor do livro best-seller Baseball Field Guide (Guia de Campo do Beisebol), explicando claramente as regras complexas da Major League Baseball (principal liga de beisebol).

Além de consultoria para empresas em todo o mundo, Dan freqüentemente escreve e leciona sobre vários aspectos do design, sobre o futuro do design, e a experiência humana.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Local: Lindo

Pessoas: Loucas

Existem três eventos, que me vêem a mente, que moldam as minhas impressões sobre o Brasil.

Meu primeiro encontro memorável com o povo do Brasil foi quando estive em um estádio com cerca de 35.000 deles. Foi há muito tempo, em algum momento na década de 1980, em um jogo de futebol no Giants Stadium em Meadowlands (New Jersey – EUA). Eles estavam jogando contra a Argentina. Uma coisa que me impressionou naquele dia foi que o estádio, que contou com mais de 70 mil pessoas, pôde encher-se de tantos sul-americanos. Outra coisa foi que metade deles estavam vestindo verde e amarelo, e agitando bandeiras brasileiras. E outra – que mais de 70.000 pessoas, brasileiros e argentinos, poderiam cantar de forma contínua por mais de três horas de evento. Minha conclusão após isso – Eu preciso ir para o Brasil.

Isso não chegou a acontecer até muitos anos depois. Em 2005 eu tive a oportunidade de viajar ao Rio para participar de uma conferência sobre design. O local escolhido foi um hotel na praia, na esquina das praias de Copacabana e Ipanema. Era dezembro, verão no Brasil. A localização era absolutamente linda. Mas andar pela praia foi ainda mais interessante. A praia estava cheia de pessoas que aparentemente nasceram com uma bola de futebol nos pés. Muitos estavam realizando chutes incríveis e voleios. Eu diria que estavam se exibindo, – mas todos pareciam estar no mesmo nível de habilidade.

Meu Português é inexistente. No entanto, eu tive, surpreendentemente, longas conversas com muitas pessoas na praia que não falavam Inglês. Em muitos lugares do mundo teria sido improvável que a conversa fosse muito longe. No Brasil, a falta de uma linguagem comum parecia mais ser um incômodo insignificante. Os nomes eram descobertos primeiro. Depois,  “where are you from?” (“de onde você é?”). Então nós continuávamos até onde a conversa fosse. Em certos pontos, desenhar na areia ajudava. Em outros momentos, bastava encontrar uma pessoa passando por perto que soubesse pelo menos algumas palavras em Inglês e pudesse ajudar. Isso foi apenas o primeiro dia no Brasil.

O resto da semana foi igualmente interessante. A conferência foi boa – mas a maioria das pessoas na conferência eram estrangeiros. Os brasileiros, durante a conferência e também fora dela, estavam bem distantes de ser divertidos, simpáticos e loucos. Um contraste gritante no entanto, porque o Rio também era um lugar perigoso. Recebia alertas sobre roubos sempre que eu pegava minha câmera para tirar uma foto. Até mesmo advertências para me atentar sobre um dicionário Inglês-Português de 4 dólares que eu tinha comprado e colocava ao meu lado enquanto ficava sentado em um banco público perto da praia.

Os brasileiros que conheci me levaram para muitos lugares dentro do Rio e nas proximidades. Essa viagem se concluiu comigo sendo levado para um evento de samba num sábado à noite. Um evento ao ar livre, que começou com cerca de 50 bateristas e terminou na madrugada com um frenesi de samba. Eu tive certeza quando cheguei em casa que toda a viagem fora um sonho.

O terceiro encontro – eu conheci o Fred Gelli, diretor da Tátil Design há dois anos, que me mostrou o trabalho que eles fizeram para as Olimpíadas de 2016. Vídeos que mostram o entusiasmo das pessoas do Rio refletem sua paixão tanto pelo Rio quanto pelo Brasil. A energia foi claramente transmitida através dos vídeos. 2016 será um grande ano.

Sobre a “marca Brasil” – essa pergunta para muitos outros países evocaria imagens de seu passado – história, arquitetura, as imagens geográficas, e as pessoas. Mas, para mim, o Brasil traz antes de mais nada imagens de seu povo. E eu nunca conheci uma pessoa do Brasil que eu não gostei.

 

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