100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 47. Guilherme Sebastiany

guilherme-sebastiany

Founding Partner / Director of Strategy at Sebastiany agency

__________________ 

English: 

Guilherme is the Founding Partner / Director of Strategy at Sebastiany agency – he graduated in Architecture and Urbanism from USP and he has an MBA in Branding – Strategic Brand Management – by ITAE. He was a professor of undergraduate and post-graduate courses in design and of MBA in Branding at Anhembi Morumbi and of the Extension course in Management in Retail FIA. He is also a teacher in the courses of Brand Identity, in the MBA in Branding, at Rio Branco, of Branding in the Master of Marketing, at the Business School São Paulo, and of the MBA in Luxury Hospitality at RMEC. With 15 years of experience in branding, Guilherme has developed projects for various sectors in Brazil and abroad.

__________________

What is your impression about a brand called Brazil?

My vision of Brazil as a brand is a great patchwork quilt. A set of varied fragments that, united, create a texture with its own identity. Our ethnic and cultural diversity and our continental size hinder in defining a unique and uniform identity. Instead, we have a multiplicity of identities that add up and complement each other in a single set, curiously without being either bipolar or schizophrenic. This diversity does not imply in any way in the absence of a unit. Our unit is exactly in this diversity of elements, which in a quilt made up of such diverse parties, creates a unique and rich texture.

We do not have a typical Brazilian cuisine, we have several (form the States of Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul and many others). We do not have a national craft, but many regional and other local only. We do not have a musical style, we have several and we are continually inventing new ones. Maybe that’s why it is difficult to talk about architecture or a typically Brazilian design, although they exist, they are also not single or uniform. There is the fluid, sinuous architecture of Niemeyer and there is also the elegance of brutalism of Paulo Mendes da Rocha and Villanova Artigas. There is the unusual and playful work of the Campana brothers, and the lazy elegance of Sergio Rodrigues. But speaking of them or even of other architects and designers would be and it is a reduction of everything else that also represents us.

It’s certain that in this patchwork set there are more beautiful pieces: as our joy and receptivity, or lush parts: as our Carnival, soccer and other festivities still to be rediscovered and appreciated. But there are also patches that we try to hide and that make us ashamed, as social inequality, crime, and the corruption of the Government. There is a poignant industry that innovates, and one that still survives by only copying. There is a beautiful nature, and there is also a devastating deforestation.

Part of this beautiful mosaic was formed by the inclusion and acceptance of many different cultures that have been settled here and that intermixed, enriching our broth. Other parts came here shamefully trafficked, forced and enslaved. Many of those who were already here were rebuffed, invaded, and evangelized. With this we won and we lost important parts of this set, but this was still fundamental to the definition of what we are today.

It is in this contrast and in this multiplicity that, in my opinion, the “Brazil Brand” is configured. Although the work on this great quilt is still not exactly complete (perhaps it will never be), is in understanding that our identity is not formed on one or another most interesting piece, or by the simple sum of these elements, but by the great and intangible sense of unity and belonging that we have for being part of it.

 __________________

Português:

Sobre Guilherme Sebastiany:

Sócio Fundador/Diretor de Estratégia da agência Sebastiany – Formado em arquitetura e urbanismo pela USP e MBA em Branding – Gestão Estratégica de marcas – pelo ITAE. Foi professor em cursos de graduação e pós-graduação em design e no MBA em Branding da Anhembi Morumbi e no curso de Extensão em Gestão no Varejo da FIA. É professor de Identidade de Marca no MBA em Branding do Rio Branco e também é professor em Branding no Master de Marketing da Business School São Paulo e no MBA de Hotelaria de Luxo da RMEC. Com 15 anos de experiência em criação de marcas, possui projetos desenvolvidos para diversos segmentos no Brasil e exterior.

__________________

Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Minha visão do Brasil enquanto marca é a de uma grande colcha de retalhos. Um conjunto de fragmentos variados que, unidos, criam uma textura com identidade própria.

Nossa diversidade cultural, étnica e nosso porte continental atrapalham na definição de UMA identidade única ou uniforme. Em seu lugar, temos uma multiplicidade de identidades que se somam e se completam em um conjunto único, curiosamente sem ser nem bipolar, nem esquizofrênica. Essa diversidade não implica de forma alguma na falta de uma unidade. Nossa unidade está exatamente nesta diversidade de elementos que em uma colcha feitas de partes tão diversas, cria ainda assim uma textura única e rica.

Não temos uma culinária típica Brasileira, temos várias (mineira, baiana, capixaba, gaúcha entre muitas outras). Não temos um artesanato nacional, mas muitos regionais e outros tantos apenas locais. Não temos um estilo musical, temos vários e estamos continuamente inventando novos. Talvez por isso seja difícil falar sobre uma arquitetura ou um design tipicamente brasileiros, embora existam, também não são únicos ou uniformes. Há a arquitetura fluída, sinuosa de Niemeyer, e há também a elegância brutalista e Paulo Mendes da Rocha e Villanova Artigas. Há a o inusitado e lúdico trabalho dos irmãos Campana, e a elegância preguiçosa de Sergio Rodrigues. Mas falar deles ou mesmo de mais um punhado de arquitetos e designers seria ainda e é uma redução de tudo o mais que também nos representa.

Claro que neste conjunto de retalhos existem peças mais belas: como a nossa alegria e receptividade, ou então peças mais exuberantes: como nosso carnaval, futebol e outras festividades ainda por se redescobrir e valorizar. Mas há também retalhos que tentamos esconder e que nos envergonham, como a desigualdade social, a criminalidade, e a corrupção dos poderes públicos. Há uma industria pungente que inova, e outra que ainda apenas sobrevive da cópia. Há uma natureza deslumbrante, e há também um desmatamento devastador.

Parte deste nosso bonito mosaico foi formado pela inclusão e receptividade de muitas diferentes culturas que aqui se instalaram e se misturaram, enriquecendo nosso caldo. Outras partes, vieram para cá vergonhosamente traficadas, forçadas e escravizadas. Muitas daquelas que aqui já estavam foram desrespeitadas, invadidas, evangelizadas. Com isso ganhamos e perdemos peças importantes deste concjunto, mas que ainda assim foram fundamentais para a definição do que somos hoje.

É neste contraste e nesta multiplicidade que na minha opinião a Marca Brasil se configura. Embora o trabalho nesta grande colcha não esteja ainda exatamente completo (talvez nunca esteja) é na compreensão de que nossa identidade não se dá por uma ou outra peça mais interessante, nem pela simples somatória destes elementos, mas pelo grande e imaterial sentimento de unidade e pertencimento que temos ao fazer parte dela.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Information

This entry was posted on May 29, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , , .

Top 10

%d bloggers like this: