100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 74. Sidney Rabinovitch

561893_10200963392591890_1430270551_nEntrepreneur and the founding partner of FOM.

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English: 

Sidney is an entrepreneur and the founding partner of FOM, industry and trade of accessories for comfort and well being, with 9 years of existence, a company winner of 2 awards for entrepreneurship in 2008 and 2010 by Exame PME/Insper and PEGN/FGV. It is present in 51 shopping malls, with its own network and franchises, working in the corporate market, wholesale and electronic commerce. He has 15 years of experience in the Brazilian receptive tourism market, selling the “Brazil product” to Europe, to the United States and Latin America. Sidney started by the financial market, with a graduation in Business Administration.

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What is your impression about a brand called Brazil?

I believe that your project refers to something bigger, commercial, highly relevant, that has the ambition to persevere as few brands so far managed to continue or persist to keep trying…

To have and to see important Brazilian brands has always been (personally) a professional and a business goal for me, when I worked selling Brazil as a tourist destination at fairs and operators around the world and currently with the FOM project, which was born nine years ago to be exported and, by a twist of fate and time, ended up happening around here (we are now present in 51 shopping centers in the country).

Even more hilarious is the fact that people still come to me to know if I’m the representative of the brand FOM of Europe, Scandinavia, the United States in the country…

This could a reason to be proud of, but it is not…

Taking advantage of this still confusing moment, of the supposed end of the prevailing apathy and lethargy, plus the trailer for the World Cup and parodying the so abused Nelson Rodrigues.

I think that a new and contemporary brand “Brasil” and not “Brazil”, would have to be thought without the current clichés of warmth, sensuality, curves, green, blue, improvisation, joy, receptivity, in short, that says that the Brazilian is nice… and wild.

“The Brazilian is prepared to be ‘the greatest thing in the world’ in nothing.  Being the greatest in the world in anything, even in spit in the distance, implies a serious, heavy and suffocating responsibility”.

If we look at the top ten economies in the world, and we are in seventh or eighth place, we realize that even those who are worst positioned have relevant old and new brands. If we take Korea of the 90s as an example, it gets to be scandalous the evolution of, at the least, three brands, which knocked down the most traditional and competent Japanese ones for years, these same brands that have gained market from Americans and Europeans in the 80s.

At that time it was common to hear that the Japanese people copied what the USA / Europe were doing…

And why don’t we have a global brand that everyone recognizes, especially now that we are among the best (by exclusion) economies?

Perhaps, because we are (Nelson again…) the opposite of narcissistic, we spit in our own image and we have no self-esteem.

Yesterday I read a poster of the manifestations saying that Brazil keeps improving itself and continues in a bad situation…

Well, very blablabla… and pessimism that is not helpful, much less to build a brand.

We have opened an important window that will value a lot the “made in anywhere except China and branches”.

I believe in a smooth brand, with design, comfort, ergonomics; it has to be a product, like clothes, furniture, accessory; it may be a discreet delight, but with color.

Not the basic, or technology, start-up or service, we are very outdated to compete.

Directed by entrepreneurs, not by public or mixed company like Petro and Embraer, with Brazilian and foreign teams that have had the best educations (high self-esteem) and experiences, they realize that in spite of everything, this is still a good option to “make it in America”.

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Português:

Empreendedor, sócio fundador da FOM, industria e comercio de acessorios de conforto e bem estar, com 9 anos de vida, empresa vencedora de 2 premios de empreendedorismo em 2008 e 2010 pela Exame PME/Insper e PEGN/FGV.
Presente em 51 shoppings centers, com rede propria e de franquias, atuando no mercado corporativo, atacado e comercio eletronico.
Com experiencia de 15 anos no mercado de turismo receptivo brasileiro, vendendo o produto Brasil para Europa,Estados Unidos e America Latina.
Começou pelo mercado financeiro, formação Admnistração de Empresas.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Acredito que seu projeto se refira a algo maior, comercial, de grande relevância, que tenha ambição de perseverar como poucas marcas até então conseguiram ou persistem em continuar tentando…

Ter e ver marcas brasileiras importantes sempre (pessoalmente) foi um objetivo profissional e empresarial para mim, quando trabalhava vendendo o Brasil como destino turístico em feiras e em operadoras pelo mundo e atualmente com o projeto FOM, que nasceu ha 9 anos para ser exportado e por obra do destino e do momento acabou acontecendo por aqui (hoje estamos presentes em 51 shoppings centers no país).

E o mais hilário é que ainda me procuram para saber se sou o representante da marca FOM da Europa, Escandinávia, Estados Unidos no pais…

O que poderia ser motivo de orgulho, mas não é…

Aproveitando este ainda confuso momento, de suposto fim da pasmaceira e bunda molice reinante, somado ao trailer da Copa do Mundo e parodiando o tão abusado Nelson Rodrigues.

Penso que uma marca nova e contemporânea “Brasil”e não “Brazil”, teria que ser pensada sem os atuais clichês de calor, sensualidade, curvas, verde, azul, improvisação, alegria,receptividade, enfim aquele papo de que o brasileiro é bonzinho..e selvagem.

“O brasileiro não esta preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma.Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe a distancia, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.”

Se olharmos para as dez primeiras economias do mundo, sendo que estamos em sétimo ou oitavo, percebemos que mesmo as que estão piores posicionadas tem marcas relevantes antigas e novas, se tomarmos o exemplo da Coréia dos anos 90 chega a ser escandaloso a evolução de ao menos três marcas, que atropelaram as japonesas mais tradicionais e competentes durante anos, essas mesmas marcas que ganharam mercado de americanos e europeus nos anos 80.

Nesta época era comum escutar que os japoneses copiavam o que os USA/Europa faziam..

E porque não temos uma marca global que todos reconheçam, em especial agora que estamos entre as melhores (por exclusão) economias?

Talvez, porque sejamos (de novo o Nelson..) os narcisos ao contrario, cuspimos na nossa própria imagem, não temos a menor auto-estima.

Ontem li um cartaz das manifestações que dizia que o Brasil, melhora,melhora e continua péssimo..

Bem, muito blablabla.. e pessimismo que não serve pra nada, muito menos para construir marca.

Temos uma janela importante aberta que vai valorizar muito o “made in qualquer coisa menos China e filiais”.

Acredito numa marca lisa, com design, conforto, ergonomia, tem que ser produto, tipo roupa, móvel, acessório, que seja gostosa discreta, mas com cor.

Nada de pretinho básico, nem tecnologia, start up ou serviço, estamos muito defasados para concorrer.

Tocada por empresário, nada de empresa publica ou mista tipo Petro e Embraer, com equipes de brasileiros e estrangeiros que tenham tido as melhores educações (auto-estima lá em cima) e vivencias, que percebam que apesar dos pesares, aqui ainda é uma boa opção de fazer América.

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This entry was posted on June 26, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , , .

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