100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 80. Rodrigo Conde

Screen Shot 2013-07-01 at 3.51.49 PM

Designer, copywriter, professor and partner of The Led Project.

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English: 

I was never into writing, and I became an advertising copywriter. I was never much of a thinker, and I ended up in the planning area. I was never into design, and I became a designer. I’ve never been a leader, and I took over the creative direction. I never liked classrooms, and I accepted to teach in an MBA. I’ve never been an entrepreneur, and I became a partner of The Led Project. I was never much. I still don’t know what I’m going to be. For now, I only know what I’ve been.

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What is your impression about a brand called Brazil?

(“To be, or not to be, that is the question”. William Shakespeare) 

“Tupi or not Tupi, that is the question.” Oswald de Andrade.

We are cannibals. Still.

A country for export. Our image has been set and is reset from outside to outside. Swallowed. The other external and the other internal, here is another, is Brazil for this other. The “brand Brazil” is sympathetic to many people because it does not deny itself, open, and carries in it something familiar, where the whole world recognizes itself. Much in common, but here is unusual. Because it does not imitate, it receives any other with open arms, as this secular Christ the Redeemer, an imposing and meaningless pagan symbol. Nothing about submission. After all, it is losing what we don’t have, and that would be truly ours? The Tupi is not ours. The Portuguese is not ours. If there is nothing by nature, what remains is to be original. And this is in the way, not in the content. Our essence is not of the generation, we are more of the image and much less of the doing. When we seek our symbols, they are this patchwork quilt, because nothing truly defines us. Nothing is from here, we are not from here, so we are everything and everyone, advisedly. We do have this way of “carrying on in our way”, the mannerisms. Yes we know, we do not have anything for real. Still. And finally, the gerund. We are on our way, waiting for the future that will receive us as we are, imperfect and in the image and likeness of the world, after the digestion of everything that was cannibalized by us.

Screen Shot 2013-07-01 at 3.52.27 PM

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Português:

Nunca fui de escrever, e me tornei redator publicitário. Nunca fui de pensar, e acabei no planejamento. Nunca fui de projetar, e me tornei designer. Nunca fui líder, e assumi a direção de criação. Nunca gostei de sala de aula, e aceitei lecionar no MBA. Nunca fui empreendedor, e me tornei sócio da The Led Project. Nunca fui muita coisa. Ainda não sei o que serei. Por enquanto, só sei o que já fui.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

“To be, or not to be, that is the question”. William Shakespeare

“Tupi, or not tupi, that is the question”. Oswald de Andrade.

Somos canibalistas. Ainda.

Um país para exportação. A nossa imagem foi definida e é redefinida de fora para fora. Deglutida. O do outro externo e o do outro interno, aqui é outro, é o Brasil para esse outro. A marca Brasil é simpática a tantos povos porque não se nega, aberta, e nela carrega algo de familiar, onde o mundo todo se reconhece. Tanto em comum, mas aqui é incomum. Porque não imita, recebe o qualquer outro de braços abertos, como esse Cristo Redentor laico, um símbolo imponente e sem significado pagão. Nada de submissão. Afinal, é perder o que não tem, e o que seria verdadeiramente nosso? O tupi não é nosso. O português não é nosso. Se nada tem por natureza, o que resta é ser original. E isso está no modo, e não no conteúdo. Nossa essência não é a da geração, somos mais da imagem e muito menos do fazer. Quando buscamos nossos símbolos, são essa colcha de retalhos, porque nada nos define verdadeiramente. Nada é daqui, não somos daqui, assim somos de tudo e todos, de caso pensado. Temos sim, esse jeito de levar no jeito, os maneirismos. Sim sabemos, nada temos de verdade. Ainda. E por fim, o gerúndio. Estamos em feição, à espera do futuro, que nos receberá como somos, imperfeitos e à imagem e semelhança do mundo, após à digestão de tudo o que canibalizamos.

Screen Shot 2013-07-01 at 3.52.27 PM

One comment on “DAY 80. Rodrigo Conde

  1. Rodrigo Conde
    July 2, 2013

    Sabe aquele ditado que diz, que “toda piada tem um fundo de verdade”?

    É o que eu penso, temos um jeito nosso, e não temos mais nada além de estereótipos. E como colocou o Sergio Guardado, em um dos melhores textos ao meu ver, temos ainda uma total insuficiência cultural e de conteúdo. Nosso progresso é pobre.

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This entry was posted on July 1, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , .

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