100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 83. Gilberto Strunck

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Partner Director of DIA Comunicação and author.

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English: 

Gilberto Strunck graduated in Design from ESDI – Superior School of Industrial Design – and in Civil Engineering from the University of the State of Rio de Janeiro. He received his Master’s degree from the School of Communication of the same University.

Author of the books “Identidade Visual, a Direção do Olhar” (“Visual Identity, The Direction of the Look”), “Marca Registrada” (“Registered Trademark”), “Viver de Design” (“Live from Design”), “Como Criar Identidades Visuais para Marcas de Sucesso”  (“How to Create Visual identities for successful brands”) and “Compras por Impulso” (“Shopping by Impulse!”), Gilberto has works published in books, magazines and specialized sites in Brazil, in Switzerland, in Japan, in Poland, in England and in the United States, and several award-winning projects.

He conducted numerous projects for companies such as Coca-Cola, Santander Bank, São Paulo Drugstore, L’Oréal and Petrobras, among others.

Gilberto is also a Partner Director of DIA Comunicação (DIA Communication – São Paulo, Rio and Fortaleza), a former Professor of Design at the School of Fine Arts at UFRJ, an MBA Professor in Branding of Rio Branco, a former President of AMPRO – Promotional Marketing Association, Chapter Rio (94/96), and of Popai – The Global Association for Marketing at Retail Brazil (98/2000), which he is a member of the Advisory Board and is certified as a Merchandising Consultant at the Point of Sale.

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What is your impression about a brand called Brazil?

Carnival, sports, music. Fun, tolerant and hardworking. These are, respectively, the cultural manifestations and adjectives associated with Brazil, by people from the USA, England, France, Holland, Germany, Mexico, Colombia, Argentina, Chile, Russia, Japan, China, India, UAE, Nigeria and South Africa. These were heard by Milward Brown, in a survey conducted in January of this year.

Almost foreseeable, considering the exceptional days we’re living, respondents also linked our country to the concepts of corrupt, unpredictable and unstable.

In relation to what we produce, the results were: agriculture, food and crafts, and in the economic point of view, Brazil is, for the searched people, a developing country (always the future!), ambitious and progressive.

The features revealed may not even be completely true, but they form a picture of how we are seen. And it is not a picture which we can be proud of.

For each one of us, a brand is what we think it is. A concept that we form from all the information (news, advertising, reports from third parties and, especially, experiences) that we’ll have throughout our lives.

The “brand Brazil” leaves much to be desired, compared to other members of BRIC, and even to some of our neighbors, like Mexico, Colombia and Peru.

I’ve been traveling a lot, for years. Abroad, when I say I’m Brazilian, the immediate associations are Pele (the best known Brazilian in our history), carnival and joy. In the other hand, in business environments, about three years ago we were the hope. Two hundred million consumers, a country still to build political stability, excellent opportunities.

Let’s invest in Brazil.

This year, I had a shock. These impressions simply disappeared. We are no longer seen like that. Perhaps by believing that “God is Brazilian”, we delivered to Him the task to do for us. Do we want to be recognized as the country of carnival and soccer?

We have to “sell” in a positive way our creativity and flexibility. A country that has the Embrapa and Embraer. The Inhotim. The USP and Dom Cabral. The 3G (Inbev, Lojas Americanas – Americanas Store – Burger King and Heinz), one Friboi and a BRF. An Odebrecht and a Camargo Correa, an Itaú Bank and Bradesco Bank. The Havaianas and H. Stern, and these are just a few among hundreds of examples; it is a country that has competent and talented people, able to build successful business.

Disseminate these experiences, in order to change the perception of our country, is a task of the nation, which should be strategically worked over the long term, regardless of governments.

To the Government there is the duty of creating the conditions (political and economic stability, education) to foster the emergence of new companies, which would contribute positively to form a positive perception of the “brand Brazil”.

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Português:

Gilberto Strunck é formado em Design pela ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial, em Engenharia Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e é Mestre pela Escola de Comunicação da UFRJ.

Autor dos livros “Identidade Visual, a Direção do Olhar”, “Marca Registrada”, “Viver de Design”, “Como Cria Identidades Visuais para Marcas de Sucesso” e “Compras por impulso!”, tem trabalhos publicados em livros, revistas e sites especializados no Brasil, na Suíça, no Japão, na Polônia, na Inglaterra e nos Estados Unidos, e vários projetos premiados.

Realizou inúmeros projetos para empresas como Coca-Cola, Santander, Drogaria São Paulo, L’Oréal e Petrobras, entre outras.

É Sócio-Diretor da DIA Comunicação (São Paulo, Rio e Fortaleza), Ex-Professor de Design da Escola de Belas Artes da UFRJ, Professor do MBA em Branding da Rio Branco, Ex-Presidente da AMPRO – Associação de Marketing Promocional, Capítulo Rio (94/96), e do Popai – The Global Association for Marketing at Retail Brasil (98/2000), do qual é membro do Conselho Consultivo e certificado como Consultor em Merchandising no Ponto de Venda.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Carnaval, esportes, música. Divertido, tolerante e trabalhador. Estes são, respectivamente, as manifestações culturais e os adjetivos associados ao Brasil, por pessoas dos EUA, Inglaterra, França, Holanda, Alemanha, México, Colômbia, Argentina, Chile, Rússia, Japão, China, Índia, Emirados Árabes, Nigéria e África do Sul. Estas foram ouvidas pela Milward Brown, em pesquisa realizada em janeiro deste ano.

Quase que premonitiva, considerando-se os dias excepcionais que estamos vivendo, os pesquisados também relacionaram ao nosso país os conceitos de corrupto, imprevisível e instável.

Em relação ao que produzimos, os resultados foram: agricultura, alimentos e artesanatos e, do ponto de visita econômico, o Brasil é para os pesquisados um país em desenvolvimento (sempre o futuro!), ambicioso e progressista.

As características reveladas podem até não ser totalmente verdadeiras, mas formam uma imagem de como somos vistos. E não é um retrato do qual possamos nos orgulhar.

Para cada um de nós, uma marca é aquilo que achamos que ela é. Um conceito que formamos a partir de todas as informações (notícias, publicidade, relatos de terceiros e, principalmente, experiências vividas) que dela tenhamos ao longo de nossas vidas.

A “marca Brasil” deixa muito a desejar, comparada aos outros membros do BRIC, e mesmo a alguns dos nossos vizinhos, como México, Colômbia e Peru.

Há anos viajo muito. No exterior, quando digo que sou brasileiro, as associações imediatas são Pelé (o brasileiro mais conhecido da nossa história), carnaval e alegria. Já nos ambientes de negócio, há cerca de três anos éramos a esperança. Duzentos milhões de consumidores, um país por construir estabilidade política, excelentes oportunidades.

Vamos investir no Brasil.

Este ano, tive um choque. Estas impressões simplesmente desapareceram. Deixamos de ser vistos assim. Talvez por acreditar que “Deus é brasileiro”, entregamos a ele a tarefa de fazer por nós. Será que queremos ser reconhecidos como o país do carnaval e do futebol?

Temos que “vender” de forma positiva nossa criatividade e flexibilidade. Um país que tem uma Embrapa e uma Embraer. Um Inhotim. Uma USP e uma Dom Cabral. Uma 3G (Imbev, Lojas Americanas, Burger King e Heinz), uma Friboi e uma BRF. Uma Odebrecht e uma Camargo Correa, um Itaú e um Bradesco. Uma Havaianas e uma H. Stern, e estes são apenas alguns, entre centenas de exemplos, é um país que tem gente competente, talentosa, capaz de construir negócios vencedores.

Divulgar estas experiências, de forma a mudar a percepção do nosso país, é uma tarefa da nação, que deveria ser trabalhada estrategicamente a longo prazo, independentemente dos governos.

A estes caberiam criar as condições (estabilidade política e econômica, educação) para impulsionar o surgimento de novas empresas, que iriam contribuir positivamente para formar uma percepção positiva da “marca Brasil”.

One comment on “DAY 83. Gilberto Strunck

  1. Adriana
    July 5, 2013

    Absolutamente verdadeira !!! Visão de um mestre com grande habilidade para expressar com sutileza a realidade de um pais que ainda está descobrindo suas possibilidades !!! Aplausos e meu respeito!

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This entry was posted on July 4, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , , .

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