100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 84. Ana Cristina Maciel

ana

Pedagogue and artist.

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English: 

Ana Cristina Maciel was born in São Paulo, but lived many years in Minas Gerais and she currently resides in the State of Rio de Janeiro. She is a pedagogue specialized in Teaching Visual Arts and develops artwork since she was 15 years old. As an autodidact artist, she follows a trend of appreciation of the Brazilian popular culture in her work: sculptures in papier mâché, in paintings and in her drawings.

She served in various social projects with an emphasis on art education. Today, she teaches workshops of papier mâché at the CAPS (Psychosocial Care Centers) in the city of Rio de Janeiro where the handmade production poles of the project Éfeito de Papel are situated, sponsored by Petrobras, with the support of the Federal Rural University of Rio de Janeiro, she is tutor of Teaching Practice in Licentiate courses at the University of the State of Rio de Janeiro by the system Cederj and develops artistic projects in the atelier of her property (link: https://www.facebook.com/anacrispapelmache).

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What is your impression about a brand called Brazil?

It is difficult to define the “brand Brazil” exactly by the enormous diversity and complexity of our country. As well as our forest full of colors and shapes, our multicultural and multiracial people makes Brazil a very interesting miscellany.

The roots of our culture and the references that come from others make our land a unique and creative nation. I seek inspiration, with constancy, in our country during the composition of my works, especially when the brand brings us to the natural beauties, to the musicality, to the colors, although the manifestations are also present in my creations, such as, for example: a sculpture and a series of three paintings that I did after the event Rio+20, just to illustrate the need to rethink what is being done with our planet and our country.

Brazil still suffers a lot from poverty, violence, corruption and misery, and it has, in its composition, citizens facing with a lot of determination the day to day battle, which is not so colorful.

It is in this constant construction, and in the strengthening of the “brand Brazil”, that the country continues with its cheerful and communicative people that does not measure efforts to improvise, from what is available to them, developing a sharpened creativity to fill the various needs of a place that still does not offer the basics for most of the people.

This improvisational skill also influences my work, from the moment I adapt, very often, the material to compose my works using the reuse and recycling as support.

Brazil is a warrior and has also in its brand, struggle and survival and, thus, the nation continues with hope and with the famous ‘Brazilian way’. The people are very communicative and cheerful, and the improvisations “solve” the solutions to the emergency issues of our everyday life.

Our cultural diversity is a constant encouragement to carry out my work and, this great and beloved Brazil has riches in corners often unknown, besides much beauty and simplicity in places scattered across this beautiful and vast territory.

Among the various references that inspire me, the highlights are the Northeastern culture with its armorial movement, the work of the “rendeiras” women (lacemakers) mostly of Paraíba and Ceará, craftsmanship in clay of Caruaru (Pernambuco), the ceramics generally from Valle do Jequitinhonha (Minas Gerais), the ‘Folia de Reis’ and ‘Congados’ (typical regional parties) present in several states, the graffiti strewn on walls of the capital, the indigenous art and its range of graphics and representations and the art Naif.

Our country is going through important moments positioning towards the government injustices, which has strengthened the “brand Brazil”. The necessity for change goes from a level of “stagnant” outrage for a positioning of people eager for change and justice.

The challenge is to leave the definition of “brand Brazil” open so we can always have, with their pinches of news, the results of daily renewals and so walk even if slowly, with the proposal to build an identity in which the “brand Brazil” can be a synonymous of hope for a fairer future.

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Português:

Ana Cristina Maciel é nascida em São Paulo,viveu muitos anos em Minas Gerais e atualmente reside no Estado do Rio de Janeiro é  pedagoga especialista em Ensino de Artes Visuais e  desenvolve trabalhos artísticos desde os 15 anos. Como artista autodidata, segue uma tendência de valorização da cultura popular brasileira em seus trabalhos: esculturas em papel machê, nas pinturas e em seus desenhos.

Atuou em diversos projetos sociais com ênfase em arte educação. Atualmente ministra oficinas de papel machê nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da cidade do Rio de Janeiro onde estão situados os pólos de produção artesanal do projeto Éfeito de Papel, patrocinado pela Petrobrás, com o apoio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, é tutora de Prática de Ensino nos cursos de Licenciatura da  Universidade do Estado do Rio de Janeiro pelo sistema Cederj e desenvolve projetos artísticos no atelier de sua propriedade (link: https://www.facebook.com/anacrispapelmache )

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

É difícil definir a marca Brasil exatamente pela enorme diversidade e complexidade do nosso país. Assim como a nossa floresta recheada de cores e formas,  nosso povo multicultural e multirracial faz do Brasil uma miscelânea muito interessante.

As raízes da nossa cultura e as referências advindas de outras,  fazem da nossa terra uma nação criativa e única. Busco inspiração,  com constância,  em nosso país na composição das minhas obras,  principalmente,  quando a marca nos remete às belezas naturais,  à musicalidade,  às cores,  embora as manifestações também estejam presentes nas minhas criações,  como, por exemplo: uma escultura e uma série três telas que fiz após o evento  Rio + 20,  justamente para ilustrar a necessidade de repensar o que estão  fazendo com nosso planeta e com nosso país..

O Brasil ainda sofre muito com a pobreza,  violência,  corrupção e miséria e,  tem em sua composição cidadãos que enfrentam com muita garra a batalha de um dia a dia nem tão colorido.

É nessa constante construção,  e no fortalecimento da marca Brasil,  que o país segue com seu povo alegre e comunicativo que não mede esforços em improvisar,  a partir do que lhes é disponível desenvolvendo assim uma criatividade aguçada para suprir as diversas carências de um lugar que ainda não oferece o básico para a maioria.

Essa capacidade de improvisação também tem reflexos no meu trabalho,  a partir do momento em que adapto,  com muita freqüência material para compor minhas obras utilizando a reutilização e a reciclagem como suporte.

O Brasil é guerreiro e,  tem também,  na sua marca,  a luta e a sobrevivência e assim,  a nação segue com esperança e com o famoso jeitinho brasileiro. O povo é bastante comunicativo e alegre, e os improvisos “resolvem” as soluções para as questões emergenciais do nosso cotidiano.

Nossa diversidade cultural é um constante estímulo para a realização de meu trabalho e, este Brasil tão grande e amado possui riquezas em rincões muitas vezes desconhecidos,  além muita beleza e simplicidade em lugares espalhados por este belíssimo e vasto território.

Entre as diversas referências a que me inspiro,  destacam-se a cultura nordestina com seu movimento armorial,  os trabalhos das mulheres rendeiras principalmente da Paraíba e Ceará,  o artesanato em barro de Caruaru ( Pernambuco) ,  as cerâmicas ,  em geral ,  do  Vale do Jequitinhonha ( Minas Gerais) ,  as Folias de Reis e Congados presentes em vários  Estados ,  os grafites espalhados pelos muros das capitais ,  a arte indígena e sua diversidade de grafismos e representações e a arte Naif .

Nossa Pátria está passando por momentos importantes de posicionamento perante as injustiças governamentais, o que tem fortalecido a marca Brasil. A necessidade de mudança passa de um patamar de indignação “estagnada” para um posicionamento de pessoas ávidas por mudanças e justiça.

O desafio é deixar a definição da marca Brasil em aberto para que possamos sempre ter,  com suas pitadas de novidades,  os resultados de renovações diárias e assim caminhar mesmo que lentamente, com a proposta de construir uma identidade em que a marca Brasil seja sinônimo de Esperança de um futuro mais justo.

2 comments on “DAY 84. Ana Cristina Maciel

  1. vilmamachado
    July 6, 2013

    Ana Cristina, meus parabens, não somente pelo texto maravilhoso que escreveu mas por ser esta pessoa linda e sensível que é.

  2. Very good write-up. I absolutely love this site. Keep writing!

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