100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 85. Hélio Rosas

Helio Rosas 55

Designer and entrepreneur.

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English: 

Hélio has 15 years of experience as an Art Director and a Creative Director at agencies like MPM PoA, MPM Rio, JWT Rio, McCann Rio, Y&R Rio, Futura SP, TBWA SP, G2 Grey SP and Idealista SP. A designer and entrepreneur, Hélio founded the Bookmark Publishing with Roberto Cipolla, and the Bookmark Branding later. He created the magazines 55 and S/N º with Bob Wolfenson.  He also released books for Campanas and Cássio Vasconcellos. Since 2008 he directs his own Branding Agency, the 55/Brands, being responsible for brands such as Coca-Cola, Giroflex-Forma, Brennand, Farmabase, Vicunha, Abril Educação, Jardim Sul Mall and Top Magazine among others. Hélio is the representative for Brazil of Biomega Denmark and, also, a co-host of TEDx São Paulo and TEDx Amazon.

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What is your impression about a brand called Brazil?

Talking about the “brand Brazil” is always a controversial and fascinating subject.

Especially for us who work with the creative economy, with the contemporary issue and with building Brands. We are constantly asked to explain Brazil when we are abroad.

In 1999 we decided to express ourselves launching a magazine called 55, our country code. It was a small publication, with no major commercial ambitions. But it gave us a small opportunity to express a contemporary Brazil. And precisely because of that, it caused much surprise. We distributed it to New York, Paris, London, Milan and Tokyo.

Three years later, in 2002, we repeated the dose taking the Campana Brothers’ book to New York, Milan, Stockholm and Sydney. And always the same pleasant surprises and the same questions.

On our way we were little and proud ambassadors of the country. Pathfinders. And it was always very clear that Embratur’s Brazil didn’t represent us. Until today.

Maybe Brazil has the most unexplored soft-power in the planet. Brazil is the Empire of the colors. Brazil is a lesson of humanity, subject of many studies of sociology and anthropology. To some extent Brazil is inexplicable, intangible, but with an awesome personality.

These are values that every brand desires to have.

However, in the same measure, the country insists in not solving, for hundreds of years, their more basic issues.

Ethics and education, just to start. Corruption, Health, Violence, Intolerance.

These are central and deep issues that make impossible the attempt to structure the “brand Brazil”.

A proof can be illustrated in the example that for years the Apex tries to promote the country abroad and the results are always mediocre.

Of course I’m simplifying. The question is complex, it involves many political meanders. It’s a question always placed under political and partisan interests. Unfortunately.

But I’m an incorrigible optimist. The events of these weeks fill me with perspective. I think, as we face our chronic problems, a new agenda will emerge. And especially this new generation that is causing a giant political oxygenation, putting everything to work properly through the amazing power of social networks; it will end up helping the “brand Brazil”.

Chaos is re-invention. We are a young, vibrant, beautiful country.

We have qualities far greater than our problems.

So we have a ‘brand potential’ nothing less than spectacular.

The recent events of last week are, finally, in decades, the ‘new fact’. Mainly considering a week when an international event like the FIFA Confederations Cup, that had everything to stifle this echo of the streets and cover the news of football, took place.

The contemporary Brazil won the Brazil of soccer. Brazil in network, student, nonpartisan, has already caused a political and ethical review unprecedented. And this can finally be the beginning of the solutions to our structural problems. Certainly a new “Brand Brazil” will be born in the wake of all this.

And my humble opinion is that the 2016 Games have much to contribute and teach the country than a Soccer World Cup. The sport can be an excellent platform for social inclusion.

Everything indicates that our values ​​will be reviewed.

I hope to see a new “brand Brazil” being built from this new agenda.

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Português:

Por 15 anos Diretor de Arte e Diretor de Criação em agencias como MPM PoA, MPM Rio, JWT Rio, McCann Rio, Y&R Rio, Futura SP, TBWA SP, G2 Grey SP e Idealista SP. Designer e Empreendedor fundou a Bookmark Publishing com Roberto Cipolla, depois Bookmark Branding. Criou as revistas 55 e S/Nº com Bob Wolfenson. Lançou livros para Campanas e Cássio Vasconcellos. Desde 2008 dirige a própria Branding Agency, a 55/Brands, cuidando de marcas como Coca-Cola, Giroflex-Forma, Brennand, Farmabase, Vicunha, Abril Educação, Shopping Jardim Sul e Top Magazine entre outras. Representante para o Brasil da Biomega Dinamarca. Co-host do TEDx São Paulo e TEDx Amazônia.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Falar da marca Brasil é sempre um assunto polêmico e fascinante.

Especialmente pra nós que trabalhamos com a economia criativa, com a questão contemporanea e com construção de Marcas. Somos constantemente questionados a explicar o Brasil quando estamos fora do país.

Em 1999 decidimos nos manifestar lançando uma revista chamada 55, nosso country code. Era uma publicação pequena, sem maiores ambições comerciais. Mas nos deu a pequena oportunidade de expressarmos um Brasil contemporâneo. E exatamente por isto causava tanta surpresa.

Distribuimos para Nova Iorque, Paris, Londres, Milão e Tóquio.

Três anos depois, em 2002, repetimos a dose levando o livro dos Irmãos Campana para Nova Iorque, Milão, Estocolmo e Sidney. E sempre a mesma surpresa agradável e as mesmas peguntas.

À nossa maneira éramos pequenos e orgulhosos embaixadores do país. Desbravadores. E sempre foi muito claro que o Brasil da Embratur não nos representava. Até hoje.

O Brasil tem talvez a soft-power mais inexplorado do planeta. O Brasil é o império das cores. O Brasil é uma aula de humanidade, tema de tantos estudos de sociologia e antropologia. Em certa medida o Brasil é inexplicável, intangível. Mas com uma personalidade impressionante. São valores que qualquer marca deseja.

Entretanto, na mesma medida, o país insiste há centenas de anos em não resolver suas questões mais básicas. Ética e Educação só pra começar. Corrupção, Saúde, Violência, Intolerância. São questões centrais e profundas que impossibilitam a tentativa de estruturar a marca Brasil. Prova é que há anos a Apex tenta promover o país externamente e os resultados são sempre pífios.

Claro que estou simplificando. É questão complexa, envolve muitos meandros políticos. É questão sempre colocada debaixo de interesses políticos e partidários. Infelizmente.

Mas sou um otimista incorrigível. Os acontecimentos destas semanas me enchem de perspecticva. Acho que, ao enfrentarmos nossos problemas crônicos, surgirá uma nova agenda. E especialmente esta nova geração que está provocando uma gigantesca oxigenação política ao colocar tudo pra se mover pelo poder maravilhoso das redes-sociais vai acabar ajudando a marca Brasil.

Caos é re-invenção. Somos um país jovem, vibrante, lindo.

Temos qualidades largamente maiores que nossos problemas.

Portanto temos um ‘potencial-de-marca’ nada menos que espetacular.

Os recentes acontecimentos da semana passada são, finalmente, em décadas, o fato novo. Ainda mais numa semana onde acontece um evento internacional como a Copa das Confedreações que tinha tudo pra abafar este eco das ruas e cobrir o noticiário de futebol.

O Brasil contemporâneo venceu o Brasil do futebol. O Brasil em rede, estudante, apartidário já provocou uma revisão política e ética sem precedentes. E isto, sim, pode ser finalmente o começo das soluções dos nossos problemas estruturais. Certamente vai nascer uma nova Marca Brasil na esteira disto tudo.

E minha modesta opinião é de que os Jogos de 2016 tem muito mais a contribuir e a ensinar o país do que um Mundial de Futebol. O esporte pode ser um excelente plataforma de inclusão social.

Tudo indica que nossos valores serão revistos.

Espero ver um nova Marca Brasil sendo contruída a partir desta nova agenda.

One comment on “DAY 85. Hélio Rosas

  1. Pingback: SIGLO XIX.-ARTE CONTEMPORÁNEO | EL AKANIA

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This entry was posted on July 6, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , , , .

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