100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 21. Eder Saos

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– english

About Eder Saos:

Eder Saos is a designer with a degree in Industrial Design and a post graduation in Brand Management from Faculdades Rio Branco (Rio Branco College). Working since 1999 in the promotional market, he has accumulated over 10 years of experience in identity and strategy of brands.

As a designer and a B2B project coordinator in Sebastiany Branding, he served customers from various segments of the industry and has developed projects for clients such as Pepsico, Monsanto, Tramontina, Mabel, Cebrace, Pilkington and Saint-Gobain, as well as international projects in over 5 countries. He participated in strategic projects for the tourism sector, in partnership with associations and the Ministry of Tourism, and developed a national survey on the profile of the adventure tourist and ecotourist in Brazil. In a partnership with Apex-Brazil and associations promoting industrial development, he participated in the Sector Project “Beautycare Brazil”, which promotes the internationalization of companies in sectors of the personal care, fragrance and cosmetics.

He has published works in books such as LogoLounge and he has international awards for brand identity.

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What is your impression about a brand called Brazil?

I’ll leave here my impressions especially within the area of tourism, which is my object of study in the discipline of Place Branding.

In March 2013, during an event about Design in Toronto, Canada, a group with more than 10 people from different countries asked me if it was dangerous to travel to Brazil for tourism. Even with this issue in their heads, they said the country was beautiful, even though they had never set foot there, in other words, there is a contrast of information that hinders positive perceptions of the country. And it is on these contrasts that will describe my impressions of a brand called Brazil.

Many facts in the world are the result of great contrasts. Poverty, for example, still reaches almost 80% of the world population. In Brazil, other facts also contrast. It’s almost impossible to talk about Brazil and do not speak of its best-known attributes, such as happiness, exuberant nature and creativity. With no doubt they are very strong and well built in the head of people inside and outside the country, for a simple reason: they are legitimate. However these attributes conflict with others, such as crime, corruption and poverty; these, also true, but less desirable for building a strong brand. So one of the steps for building a brand that want to promote itself and become attractive, is focusing its efforts inte  rnally to change the reality of its negative attributes.

It is natural that Brazil, a country of continental proportions and large and diverse population, faces difficulties in aligning its speech to deliver a good product or service, as also its various identities often differ for the construction of a strong and consistent image, in other words, it is necessary harmony between the attributes.

However, I believe that the delivery of the “Brazil brand” gets compromised from the moment that the contrasts between social classes and self esteem, still very large, result in deliveries also very uneven. Then there is a problem that is the promise versus the delivery.

It is not healthy (or sustainable) to be sold as a happy country and deliver fear and insecurity, right? There is an imbalance in it: it makes little sense and disrupts the buying decision, be it of a resident (main ambassador of this brand), tourist or investor.

The fact of technology and innovation in communications and transport make today any nation – be it big or small – to have ability to compete globally, causes Brazil to have to fix these internal holes with agility to offer and deliver a more aligned, attractive and desirable brand in the long run. Otherwise, other countries will be more successful in being destinations of people and investments. Recent examples like Colombia and Peru, which had negative perceptions or unattractive, are slowly transforming their image because of a deep work and they are directing the strategy of country brand. This work involved Governments, businesses and citizens, and is transforming these places in more expressive destinations of investments, housing and tourism. In other older cases as Singapore, Taiwan and Malaysia, the change came from investment strategies that completely changed their histories.

Although Brazil already has very strong natural and artificial icons such as the Sugar Loaf, the beaches, the forests, works of Oscar Niemeyer, the Christ the Redeemer Statue, carnival and soccer, all this alone does not ensure its prominence. It’s needed to keep this communication with minor negative noises and this requires time and hard work.

Finally, we have to face some realities and get our hands dirty. We must use the assets we already have and stop wearing the shirt of “the poor ones”. Our people are creative, intelligent and full of energy to build a strong brand and genuine internally and externally. The fact that Brazil does not have an economy based on the production of consumer goods, should cause the country to provide services with excellence mainly in the tourism sector and in fact to use the Brazilian smile as its business card to the world. However caution is required, it’s important to know to exploit tourism and not the tourist. At some points you can see that we are far from that reality, but a large movement occurs in this aspect due to the great events that Brazil is welcoming. So even with the mess of politics and private interests that still create many barriers to long-term strategic actions and consequently for the development of a collective, strong and consistent brand, we have to start somehow.

Welcome to Brazil  : )

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– português

Sobre Eder Saos:

Eder Saos é designer formado em Desenho Industrial com pós-graduação em Gestão de Marcas pelas Faculdades Rio Branco. Atuando deste 1999 no mercado promocional, tem acumulado mais de 10 anos de experiência em identidade e estratégia de marcas.

Como designer e coordenador de projetos B2B na Sebastiany Branding, atendeu clientes de vários segmentos da indústria e desenvolveu projetos para clientes como: Pepsico, Monsanto, Tramontina, Mabel, Cebrace, Pilkington e Saint-Gobain, além de projetos internacionais em mais de 5 países. Participou de projetos estratégicos para o setor de Turismo que, em parceria com associações e o Ministério do Turismo, envolveu uma pesquisa nacional sobre o perfil do turista de aventura e ecoturista no Brasil. Em parceria com a Apex-Brasil e associações promotoras do desenvolvimento industrial, participou do Projeto Setorial “Beautycare Brazil”, que promove a internacionalização das empresas do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Tem trabalhos publicados em livros como LogoLounge e prêmios internacionais de identidade de marca.
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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Vou colocar aqui as minhas impressões principalmente dentro da área do turismo, que é o meu objeto de estudo dentro da disciplina de Place Branding.

Em março deste ano de 2013, em um evento sobre Design em Toronto, no Canadá, um grupo com mais de 10 pessoas de diferentes países me perguntou se era perigoso viajar a turismo para o Brasil. Mesmo com esta questão em suas cabeças, eles afirmaram que o país era lindo, ainda que nunca tivessem pisado lá, ou seja, existe um contraste de informações que atrapalha as percepções positivas do país. E é sobre estes contrastes que vou descrever as minhas impressões sobre uma marca chamada Brasil.

Muitos fatos no mundo são decorrentes de grandes contrastes. A probreza, por exemplo, ainda atinge quase 80% da população mundial. Já no Brasil, outros fatos também se contrastam. É quase impossível falar do Brasil e não falar dos seus atributos mais conhecidos, como felicidade, natureza exuberante e criatividade. Sem dúvida eles são muito fortes e bem construídos na cabeça das pessoas dentro e fora do país, por um simples motivo: eles são legítimos.

Porém estes atributos conflitam com outros, como criminalidade, corrupção e pobreza; estes, também verdadeiros, mas menos desejáveis para a construção de uma marca forte. Portanto uma das etapas para a construção de uma marca que deseja se promover e tornar-se atrativa, é focar seus esforços internamente para mudar a realidade de seus atributos negativos.

É natural que o Brasil, por ser um país de proporção continental e de população grande e diversa, enfrente dificuldades em alinhar o seu discurso para entregar um bom produto ou serviço, pois além disso suas diversas identidades muitas vezes se divergem para a construção de uma imagem forte e consistente, ou seja, é preciso sintonia entre os atributos. Contudo, creio que a entrega da marca Brasil fique comprometida a partir do momento que os contrastes entre classes sociais e autoestimas, ainda muito grandes, resultem em entregas também muito desiguais. Então surge um problema que é a promessa versus a entrega. Não é saudável (tampouco sustentável) se vender como um país alegre e entregar medo e insegurança, certo? Há um desequilíbrio nisso: faz pouco sentido e atrapalha a decisão de compra, seja ela de um morador (principal embaixador desta marca), turista, ou investidor.
O fato da tecnologia e a inovação em comunicações e transportes fazer hoje qualquer nação – seja ela grande ou pequena – ter capacidade de competir globalmente, faz com que o Brasil tenha que consertar com agilidade estes buracos internos para oferecer e entregar uma marca mais alinhada, atraente e desejável no longo prazo. Caso contrário, outros países serão mais bem-sucedidos em ser destinos de pessoas e investimentos. Exemplos recentes como a Colômbia e Peru, que tinham percepções negativas ou pouco atrativas, aos poucos estão transformando sua imagem por causa de um trabalho profundo e direcionado a estratégia de marca país. Este trabalho envolveu governos, empresas e cidadãos, e está transformando estes lugares em destinos mais expressivos de investimentos, moradia e turismo. Em outros casos mais antigos como Singapura, Taiwan e Malásia, a mudança ocorreu por estratégias de investimentos que mudaram completamente as suas histórias.

Embora o Brasil já possua ícones naturais e artificiais fortissímos, como o Pão de Açucar, praias, florestas, obras de Oscar Niemeyer, o Cristo Redentor, carnaval e futebol, isso isoladamente não garante o seu destaque. É preciso manter esta comunicação com menores ruídos negativos e para isso é necessário tempo e trabalho duro.

Por fim, é preciso encarar algumas realidades e colocar a mão na massa. É preciso utilizar os ativos que já temos e parar de vestir a camisa do coitadismo. O nosso povo é criativo, inteligente e cheio de energia para construir uma marca forte e genuína interna e externamente. O fato do Brasil não ter uma economia baseada na produção de bens de consumo, deve fazer com que o país preste serviços com excelência principalmente no setor turístico e de fato utilizar o sorriso brasileiro como seu cartão de visita para o mundo. No entanto é necessário cautela, é preciso saber explorar o turismo e não o turista. Em alguns pontos é possível perceber que estamos longe dessa realidade, mas um grande movimento ocorre neste aspecto devido aos grandes eventos que o Brasil está recepcionando. Portanto, mesmo com a bagunça da política e dos interesses privados que ainda criam muitas barreiras para ações estratégicas de longo prazo e consequentemente para o desenvolvimento de uma marca coletiva forte e consistente, é preciso começar de alguma forma.

Welcome to Brazil  : )

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This entry was posted on May 3, 2013 by in Brazilians and tagged , , , , , , , , , .

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