100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY. 57 Cecilia Lodi

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Director at Lodi Consultancy and Professor.

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English: 

Cecilia Lodi has a degree in Business Administration from PUC-SP, with specialization courses in Services Marketing and Franchising. She has a Post-Graduation degree in Business Management and a Master’s degree in International Cooperation from the University San Marcos and the University of Salamanca – Spain. She has been working for more than 20 years in succession planning, corporate governance, adequacy of family business to the best command practices, restructuring of companies, developing projects of Professional, Personal and Organizational Development. Cecilia is a professor of Leadership and Decision Making of the IBGC-Brazil’s Corporate Governance Institute and an associate professor of Dom Cabral Foundation.

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What is your impression about a brand called Brazil?

Since the oldest movies, Brazil was the country to which the lucky bandits fled. The country where there would be no prison.

Many years have passed and this idea was slightly modified. The condition of its impunity was to have a good bank account.

Aided by the Brazilian media that insists on promoting fear as a weapon of spectacle and market opening (security sale, armored, grids, firearms), Brazil was recognized as the country where the Other is not worth anything.

The old solidarity of the Brazilian people was gradually changing to distrust and fear. The Brazilian has become individualistic.

The “Brazil brand” is still the “jeitinho” (the Brazilian particular way of living, of doing things), of the contravention, the trickster, the corrupt. The “Brazil brand” is not linked to the laws, to organization, to the respect and to the improvement of citizens living conditions.

Despite the country invest a lot in a disclosure of the country of beauty and wealth, the mask does not remain in the first trials to establish business. Only the entrepreneurs who submit to the “schema” remain.

Unfortunately, we are unable to discover the real Brazil because our sources of information are addicted or undermined by interests. What get to us is the Brazil that kills, the Brazil that steals, the Brazil that corrupts and the Brazil where everything is allowed if you have the right connections.

I travel to so many “Brazils”… I meet the slow Brazil, that fits everything, which accepts its condition or that just doesn’t realize due to habit or formation. The Brazil that returns the “half-assed” in exchange for the nothing that it receives. The ignorant, simple Brazil, that is enchanted to the signal of a small illusion.

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Português:

Cecília Lodi é formada em Administração de Empresas pela PUC-SP, com cursos de especialização em Marketing de Serviços e Franchinsing. Pós-graduação em Gestão Empresarial e Mestre em Cooperação Internacional pela Universidade São Marcos e Universidade de Salamanca – Espanha. Atua há mais de 20 anos em planejamento sucessório, governança corporativa, adequação das empresas familiares às melhores práticas de comando, reestruturação de empresas, desenvolvendo projetos de Desenvolvimento Profissional, Pessoal e Organizacional. É professora de Liderança e Tomada de Decisão do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e professora associada da Fundação Dom Cabral.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?
Desde os filmes mais antigos, o Brasil era o país para o qual os bandidos sortudos fugiam. O país onde não haveria prisão.

Muitos anos se passaram e esta idéia foi se modificando um pouco. A condição de sua impunidade era ter uma boa conta bancária.

Auxiliado pela mídia brasileira que insiste em promover o medo como arma de espetáculo e abertura de mercado (venda de segurança, blindados, grades, armas de fogo), o Brasil foi reconhecido como o país onde o Outro não vale nada.

A solidariedade antiga do povo brasileiro foi gradualmente mudando para desconfiança e medo. O brasileiro se tornou individualista.

A marca Brasil é ainda a marca do jeitinho, da contravenção, do malandro, do corrupto. A marca Brasil não está ligada as leis, a organização, ao respeito e a melhoria das condições de vida do cidadão.

Apesar do país investir muito em uma divulgação do país das belezas e riquezas, a máscara não permanece nos primeiros ensaios de se estabelecer negócio. Ficam os empresários que se submetem ao “esquema”.

Infelizmente, não temos condições de descobrir o real Brasil pois nossas fontes de informação são viciadas ou desvirtuadas pelos interesses. Chega-nos o Brasil que mata, o Brasil que rouba, o Brasil que corrompe e o Brasil a que tudo é permitido se tiver as conexões certas.

Eu que viajo por tantos Brasis… Encontro o Brasil do lento, a que tudo se adapta, o que aceita sua condição ou que nem a percebe por hábito ou formação. O Brasil que devolve o meia-boca em troca do nada que recebe. O Brasil ignorante, simples, que se encanta ao sinal de uma pequena ilusão.

 

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This entry was posted on June 8, 2013 by in Brazilians.

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