100 Degrees of Brazil

100 days project

DAY 73. Claudio de Moura Castro

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Economist, writer and President of Inhotim Institute.

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English: 

Claudio de Moura Castro is a Ph.d. in Economics from Vanderbilt University (USA), he has a Master’s degree in Economics from Yale University (USA) and is graduated in Economics from UFMG. President of the Advisory Board of Inhotim Institute, Claudio has experience in planning several science museums, including the Catavento’s Education room (SP). He also carries out research work in Education, Science and Technology, giving rise to 40 books and over 300 scholarly articles, and he is a columnist of Veja magazine.

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What is your impression about a brand called Brazil?

There is not a “brand Brazil” yet, but it depends on who the audience is.

In St. Louis, the “brand Brazil” sees the existence of a bunch of competent, pragmatic, ruthless businessmen who know how to make money and to cut costs. That’s what Budweiser learned from Jorge Paulo’s gang.

In Argentina the Brazilians are progressively stopping from being “los monitos” to be seen as pragmatic people, who do things, who succeed, in contrast to their compatriots, lost in collective suicide.

In France, the folklore predominates and gives no signal of weakening. Sun, butt, dolce far niente, black people, Indians and so on. “Ce n’est pas un pays serieux” (“This is not a serious country”). They say it’s not De Gaulle’s, but no matter who it is.

In Latin America (especially Paraguay), they are the new imperialists. They are a little clumsy, but with a clear vocation to give orders.

The racial democracy, in Gilberto Freire’s way, is a strong image, always contested, but a survivor, for the many demonstrations of the coexistence capacity for with the difference. Indeed, tolerance is one of the strongest Brazilian brands. It could be more explored.

The “dekasseguis” are a bunch of cheerful Brazilians, who love Carnival, and that, by chance, have slanted eyes. But they are not Japanese, at all.

In science, Brazil stands as an emerging power. We have big and serious science. Everyone recognizes it.

What else?

People like Oskar Metsavaht call attention to the possibility of creating an image of a sweet, emotional and creative people.

There is the old stereotype of the Carnival, obviously.

In essence, a kaleidoscopic image, without a unity and very variable, according to the public.

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Português:

Doutor em Economia pela Vanderbilt University (EUA), Mestre em Economia pela Yale University (EUA) e Graduado em Economia na UFMG. Presidente do Conselho Consultivo do Instituto Inhotim, tem experiência no planejamento de vários museus de ciência, incluindo a sala de Educação do Catavento (SP). Realiza trabalho de pesquisa em Educação, Ciência e Tecnologia, dando origem a 40 livros e mais de 300 artigos acadêmicos. É colunista da revista Veja.

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Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

Ainda não há uma marca Brasil, depende de quem é o público.

Em Saint Louis, a marca Brasil é que existe lá um bando de empresários competentes, pragmáticos, impiedosos que sabem ganhar dinheiro e sabem cortar custos. É isso que a Budweiser aprendeu com o bando do Jorge Paulo.

Na Argentina os brasileiros deixam progressivamente de ser “los monitos” para serem vistos como gente pragmática, que faz, que acontece, em contraste com seus compatriotas, perdidos em suicídio coletivo.

Na França, o folclore predomina e não dá sinal de enfraquecimento. Sol, bunda, dolce far niente, negro, índio e por aí afora. “Ce n’est pas un pays serieux”. Dizem que não é do De Gaulle, mas não importa de quem é.

Na América Latina (sobretudo Paraguai), são os novos imperialistas. Meio atrapalhados mas com clara vocação para mandar

A democracia racial, a la Gilberto Freire, é uma imagem forte, sempre contestada, mas sobrevivente, pelas muitas demonstrações de capacidade de convivência de diferentes em tudo. Aliás, tolerância é uma das marcas brasileiras mais fortes. Poderia ser mais explorada.

Os dekasseguis são um bando de brasileiros alegres, carnavalescos que, por acaso, tem os olhos puxados. Mas japoneses não são.

Na ciência, o Brasil se firma como potência emergente. Temos ciência séria e grande. Todos reconhecem.

Que mais?

Pessoas como Oskar Metsavaht chamam a atenção para a possibilidade de criar uma imagem de uma gente doce, emocional e criativa.

Há o velho estereótipo do carnaval, é óbvio

No fundo, uma imagem caleidoscópica, sem unidade e muito variável, de acordo com o público

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